Open/Close Menu Site da Dra. Carolina Ambrogini, Ginecologista e Obstetra em São Paulo - SP, Especialista em Saúde Feminina e Sexualidade, consultório na Vila Olímpia.

   O tema do Post de hoje foi sugerido pela minha amiga Andreia que vai ganhar seu segundo filho amanhã e está meio perdida. Como Andréia, eu tive meu segundo filho logo em seguida da primeira, eles tem um ano e três meses de diferença. Logo esclareço que não foi  de “coragem” não, foi de susto mesmo!
   Sabe o velho ditado, “casa de ferreiro, espeto de pau”? Pois é, até hoje não sabemos como foi acontecer já que usávamos preservativo, mas prefiro acreditar que o meu Vitinho estava predestinado a mim e eu a ele.
   Déia, tenho várias coisas pra te dizer, a primeira é que você não vai se arrepender. O amor se soma de uma forma tão espetacular que, acredite, você vai amar seu segundo filho na mesma intensidade que ama o primeiro, mas de uma forma diferente. Mais segura, mais calma e tranquila. Você acabou de ser mãe, tá tudo “fresquinho” na cabeça, não vai ficar mais tão desesperada, já vai saber o que fazer em várias situações.
   Vai dar trabalho? Ah, isto vai! Por um tempo eu odiava as pessoas que comentavam coisas do tipo: ” é a melhor coisa ter os filhos bem pertinho, é um trabalho só”, eles vão crescer juntos”, “você vai sofrer agora, mas depois descansa”, etc. Olhava pra estas pessoas, em geral mais velhas e tinha um ódio mortal, porque foi punk. Principalmente até o segundo completar um ano e meio, afinal eram dois bebês com demandas diferentes e requerendo muita atenção. Pra você ter uma idéia, quando o Victor nasceu, a Marina nem andava ainda… Mas agora que o sapeca está com dois e meio e a Marina com quase quatro, tenho que concordar com aquelas pessoas. O pior já foi e de uma tacada só! O Victor já vai pra escola, minha vida está toda esquematizada, já até fizemos uma viajem todos juntos este ano e vamos fazer outra mega em Dezembro (medo)!
   Para estes primeiros dois anos te dou alguns conselhos, o principal, que dou pra qualquer mãe, é: tenha ajuda. Contrate uma boa babá. Mesmo que você sofra com algumas, não desista, uma hora você acha uma boa. Tenha também outra funcionária para a casa, cozinha, roupas… Uma pessoa só não dá conta de tudo e acostume as crianças com as duas para que elas se revezem aos finais de semana (pelo ao menos o sábado). Mesmo assim, sua mãe vai te socorrer as vezes…
   Outro conselho que acho essencial é ter um tempo, nem que seja mínimo, só pra você. Porque senão a gente pira. Eu tive uma “overdose” de maternidade, o que me salvou foi praticar atividade física. Neste momento eu me recuperava, podia ser só eu. Respirava e me reequilibrava. Também não desisti da minha profissão, faz bem raciocinar sobre outros assuntos que não sejam mamadeiras e fraldas.
   Se desdobre mas não deixe de dar atenção ao filho mais velho, uma sugestão é fazer alguma atividade só com ele como uma aula de natação ou um passeio só vocês dois. Tive que rebolar, a Marina ficou muito apegada ao pai e a babá, porque o Victor exigia muito, tinha cólicas, refluxo…Criei uma rotina para os dois, com horários certos pra tudo, também ajudou muito.
   Serão tempos cansativos, mas não ruins. Quando os irmão começarem a se interagir vai ser uma delícia vê-los construir uma amizade juntos. Realmente eles criam um laço muito forte, os meus dois não sabem o que é a vida sem o outro, são muito ligados (brigam muito também). E é tão bom ter irmão, não é mesmo? Talvez eu ficasse com preguiça de ter o segundo filho se o mais velho fosse maior, mas teria assim mesmo! A vida é muito difícil pra seguir sozinho e ter uma família grande é uma bagunça, custa caro, deixa a gente quase louca, mas é uma delícia!
    Para as que não se animam de ter o segundo por causa do trabalho, digo, dá trabalho mesmo, mas a recompensa é em dobro!

   Déia, Boa Sorte amanhã! Vai dar tudo certo!

PS.- Adorei a sugestão de temas, se alguém quizer sugerir, topo o desafio, desde que não seja pra falar de economia, política e afins…

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