Open/Close Menu Site da Dra. Carolina Ambrogini, Ginecologista e Obstetra em São Paulo - SP, Especialista em Saúde Feminina e Sexualidade, consultório na Vila Olímpia.
     Hoje estive na maternidade onde fui dar alta para uma paciente e sua bebê. Estavam todos reunidos no quarto, na expectativa para ir embora. A nenê estava linda, toda de vermelho, dormindo, alheia à tudo. A mãe cheia de dúvidas, mas orgulhosa porque a nenê já havia ganhado 50gramas.
   Inevitável não lembrar das minhas duas altas como mãe. A primeira cheia de muuuitas inseguranças e medo, afinal estava levando uma micro-nenê pra casa. A Marina, minha primeira filha, nasceu prematura (8meses) após um parto difícil. Ficou 1 semana na UTI, teve hemorragia, icterícia, perdeu peso…e eu na minha estréia. Não sabia nem como preparar o leite em pó, prescrito se ela . Mas estava muito feliz também, enfim íamos pra casa após a semana mais hard da minha vida e a família toda poderia conhecê-la, porque na UTI só os pais podem entrar.
   Não posso dizer que foi fácil, mas também não foi tão difícil quanto eu achava que ia ser. Eu estava encantada com a minha filha e completamente arrebatada de paixão por ela, que as dificuldades e o cansaço foram  amenizados. Tive também uma coisa que acho essencial para qualquer mãe em qualquer fase: ajuda. Principalmente a do meu marido que se mostrou logo de cara um paizão.
   Na segunda vez,  apenas 1ano 3 meses depois, estávamos lá de novo, recebendo alta com mais um pacotinho, o Victor. Desta vez, foi tudo maravilhoso e eu saí da maternidade muito mais segura. O hard veio depois…com dois bebês em casa.
   Sempre que dou alta para uma nova-mãe fico com uma dózinha dela…e explico que é normal sentir medo. Falo da teoria dos três e dos quinze dias (no terceiro dia sem dormir direito, você se desespera, mas no décimo quinto, seu corpo está adaptado)e ressalto a importância de tirar a camisola, de sair pelo menos uma vez ao dia, nem que seja para ir à padaria, respirar ar, ver a luz do sol! Desejo muita sorte (para o bebê não ter cólicas) e disponibilizo meu celular 24hs, mesmo que seja para uma crise de choro…Sofro junto, mas não sei ser de outro jeito…
Até mais!
 

2020 © Carolina Ambrogini

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