Open/Close Menu Site da Dra. Carolina Ambrogini, Ginecologista e Obstetra em São Paulo - SP, Especialista em Saúde Feminina e Sexualidade, consultório na Vila Olímpia.

Nos últimos anos, o tema amamentar em público ganhou cada vez mais espaço na mídia. A cada mãe que era constrangida por dar de mamar em algum local por onde circulavam várias pessoas, de museus a restaurantes, surgia um “mamaço” e muitos protestos nas redes sociais. Até que, em abril desse ano, a prefeitura da cidade de São Paulo sancionou uma lei garantindo o direito de amamentar em qualquer lugar da capital. A multa para os estabelecimentos que descumprirem a lei é de R$ 500 reais e dobra em caso de reincidência. O estado do Rio de Janeiro, recentemente, aprovou uma lei similar. Mas a multa é de R$ 1300 a R$ 2700. Ambas as leis são motivo de comemoração.

Ninguém, obviamente, é obrigado a amamentar em público se não se sentir à vontade. É por isso que muitos shoppings centers, por exemplo, oferecem um local privado para as famílias com esse fim. No entanto, segundo a Pesquisa Global Lansinoh, de 2014, feita com cerca de 13 mil mães e grávidas de nove países, por aqui, somente 2% acham errado a mãe nutrir o filho seja onde for. E por que é preciso uma lei para algo considerado natural, então? Embora a mãe seja uma figura quase sagrada na cultura brasileira, o peito ainda é visto somente como objeto sexual, o que confunde e gera tamanha polêmica. Por isso, a discussão é válida não apenas para garantir o benefício a mães e bebês, como também para acabar com esse tabu! O aleitamento exclusivo até os seis meses de vida (e por 2 anos ou mais, já com a complementação de outros alimentos) é uma recomendação da Organização Mundial da Saúde, com inúmeras vantagens cientificamente comprovadas tanto para mães quanto para os bebês. Precisa falar mais?

2020 © Carolina Ambrogini

Website gerenciado por Meu Consultório Digital

Siga-me nas redes sociais
InstagramWhatsApp