Open/Close Menu Site da Dra. Carolina Ambrogini, Ginecologista e Obstetra em São Paulo - SP, Especialista em Saúde Feminina e Sexualidade, consultório na Vila Olímpia.
   Queridas, tudo bem? Andei sumida. Muito trabalho (doméstico e profissional). Bom , desde que li no Blog da amiga Roberta Lippi, do projetinho de vida, um post sobre uma amiga dela, apresentadora bonitona, que foi quase recusada por uma empresa onde apresentaria um evento por estar grávida, fiquei encafifada: as mulheres deixam de ser sexy por se tornarem mães?
   Se formos recorrer à psicologia, mais propriamente à Jung e seu inconsciente coletivo, a imagem da mãe, neste nosso mundo ocidental é a de quem? Ela mesma: VIRGEM Maria. Um ser imaculado, desprovido de sexualidade, uma santa. E sendo santa, não dá pra ser sexy, né? 
   Mas nós, “os modernos”, ainda levamos em conta este esteriótipo? Não sei. 
   Só sei que a maternidade mexe muito com a sexualidade da mulher.
   Primeiro, as grávidas. Dá pra se sentir sensual de barrigão? E com aquelas calçolas (adorei, em nome do conforto, comprar as calcinhas “Bridget Jones”)? Os hormônios estão uma loucura. Algumas se sentem hiper-bonitas, sensuais (depois que passam os enjoos),  para outras (muitas, aliás) ganhar aquele peso todo é totalmente broxante… Mas para quem tem uma “alma sensual”, dá sim pra se sentir linda e mega- sexy, mesmo estando grávida de gêmeos. Que o diga Fernanda Lima, poderosíssima abaixo:
   E a fase pós- parto? Queridas, tem que ser muuuuito “alma sensual” pra conseguir encontrar um resquício de sensualidade nesta fase. Aqui a prolactina, hormônio da amamentação, bloqueia tudo. A natureza não quer que você procrie, ela quer que você nutra seu bebê, entende? Nós sim, entendemos, mas vai explicar pro marido…Sem falar que seu corpo está com aqueles quilinhos extras da gravidez, os peitos cheios de leite e a barriga mole de dar dó. Ninguém merece ter que transar sem se sentir bonita.  E o cansaço das noites mal dormidas, a rotina do bebê e a vontade enorme de só lamber a cria o dia inteiro!?
   Sim, eu entendo perfeitamente e acho que merecemos um desconto. O papel de mãe é a nossa principal função biológica enquanto fêmeas. Ele é instintivo e forte demais para ir contra. É normal que a maternidade torne-se o centro da vida. O problema é quando este papel anula todos os outros e a sua identidade passa a ser a da mãe, a da Virgem Maria. Daí você passa a andar de moleton o dia inteiro, continua com as calçolas da Bridget, o filho dormiu, você quer ir dormir também….Você e seu marido viram a mamãe e o papai do “Joãozinho”. A relação torna-se completamente sem erotismo e o casal fica unido pelos filhos e pelo amor familiar.
   Por isto, mesmo indo um pouco contra a nossa natureza de fêmeas, temos que nos esforçar sim! Resgatar a mulher, ir lá  no fundo, redescobrir a sensualidade perdida. Dá pra ser mãe, ser mulher sensual e mil outras coisas que inventarmos. A maternidade nos dá a versatilidade.
Não que eu concorde com este salto ao carregar um bebê…
Esta é a Victoria Beckham com sua filha de 3 meses.
  E para a sociedade, a figura da mãe está desprovida de erotismo? Apesar do preconceito sentido pela apresentadora, percebo mudanças. A sociedade está descobrindo que a mulher tem vários papéis e que não quer abrir mão de nenhum, inclusive o de ser sensual. Vide a mamãe Adriane Galisteu na sua última Playboy… Bom,  a obsessão das celebridades pelo retorno do corpão pré-maternidade é assunto para outro post.
   Bjs

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