Open/Close Menu Site da Dra. Carolina Ambrogini, Ginecologista e Obstetra em São Paulo - SP, Especialista em Saúde Feminina e Sexualidade, consultório na Vila Olímpia.
   Minha filha de quase 4 anos está na fase “princesas”. Adora e pede para todos lerem repetidamente as estorinhas tradicionais das princesas. Sim, aquelas que eu e você crescemos ouvindo: Cinderela, Branca de Neve, Bela Adormecida, Rapunzel, etc. Sei que nestas estórias existe toda a afirmação de gênero, super importante para este período da infância. É admirando a princesa em toda a sua feminilidade, que a menina se reconhece como tal. Pede vestidos longos, coroas, pulseiras…Querendo ser igual àquela personagem, se afirma como pertencente ao grupo das mulheres. Claro, a comparação  e identificação com a mãe também é super importante.
   Até aí, tudo bem, só não gosto do papel heróico do príncipe! Para toda princesa, existe um príncipe lindo e maravilhoso que aparece no final e a salva dos perigos. Como estas estórias são repetidas vezes lidas na infância, fica gravado, lá no inconsciente, que um dia vai chegar um príncipe e todos serão felizes para sempre.
   Depois, na adolescência, surgem as novelas e os filmes românticos, onde sempre tem o “mocinho” e a “mocinha”. Tudo se fecha num ciclo redondo e perfeito. Mas na vida real acontece assim? Oooi?Estou sendo realista demais? 
   Você que me lê, já deve ter idade suficiente para perceber que sim, o(s) príncipe(s) chega(m), mas não é (são) perfeito(s). São gente como você, têm defeitos, não lavam a louça (o meu lava!), tem mau-humor, pensam de jeito diferente. E o que acontece? Frustração, afinal, desde menina, você idealizou este homem. E dói, lá no fundo, perceber que ninguém veio a este mundo para preencher suas expectativas. Dura esta vida, não mesmo? Será feitiço da bruxa?
    Quando seu(s) príncipe(s) chegar(em), a sua respiração vai faltar e seu coração vai dar um pulo. A paixão vai te cegar por um tempo, é inevitável e incontrolável, não se culpe por não ter “enxergado”. E você vai se jogar de “cabeça”. É assim mesmo, só não se esqueça de que ele é de carne e osso. Releve os defeitinhos, converse sobre os erros, exerça o perdão e não tolere o intolerável (só pra dizer que você tem um príncipe).
   E se ele virar um sapo, não é obra da Malévola, é a vida mesmo. Sofra o que tem de sofrer, mas levante a cabeça, porque a fila anda!
Bjs!
P.S. Seria muita implicância querer escrever outro post sobre a  imagem sempre linda e magra  e bondosa das princesas?

2020 © Carolina Ambrogini

Website gerenciado por Meu Consultório Digital

Siga-me nas redes sociais
InstagramWhatsApp