Open/Close Menu Site da Dra. Carolina Ambrogini, Ginecologista e Obstetra em São Paulo - SP, Especialista em Saúde Feminina e Sexualidade, consultório na Vila Olímpia.

Afoitas por um novo mergulho e com poucas peças de roupas de banho disponíveis na mala, muitas mulheres descuidam da higiene do biquíni ou maiô e, principalmente, da secagem das peças. Como resultado, a saúde íntima fica exposta à ação de fungos, responsáveis por corrimento e, até mesmo, frieira.

No verão, a infecção mais frequente e incomoda é a candidíase vaginal, causada pelos fungos candida albicans (o mais comum), krusei ou glabrata , que se proliferam após o uso de peças íntimas molhadas, roupas muito justas e sudorese intensa, em razão da formação de um ambiente úmido e abafado. “Estes fungos fazem parte da flora normal da vagina, mas apenas causam sintomas quando o ambiente é propício”, explica Carla Muniz Pinto, ginecologista. O problema ginecológico é caracterizado por corrimento branco, assim como coceira intensa, com vermelhidão e irritação local.

Além dos fatores relacionados ao clima, a candidíase tem relação com o aumento de estresse, queda de imunidade e uso de remédios, como anticoncepcionais e antibióticos. Mulheres que já chegaram à menopausa também estão mais vulneráveis ao problema, pois as bactérias de defesa da flora vaginal estão reduzidas.

Outro problema típico da estação é a dermatofitose, também chamada tinea. Ela é resultado do mesmo fungo que atinge os pés e causa a frieira , mas se manifesta na região da virilha (tinea crural). Seus sintomas são escurecimento da área, coceira e descamação da pele. Assim como a candidíase, o fungo também se prolifera em ambientes escuros e úmidos.

Os dois problemas são tratados à base de antifúngicos, aplicados em forma de cremes ou via oral, e antibacterianos específicos para cada caso. “Essas infecções vaginais são detectadas em 90% dos casos pelo próprio exame clínico, não necessitando de exames laboratoriais na maioria dos casos”, explica Carla.

Para se proteger e aproveitar a estação, o ideal é levar uma muda de roupas secas para a praia e piscina e não sentar-se na areia diretamente. Recomenda-se também nunca compartilhar sabonetes, peças íntimas e toalhas, além de usar roupas de tecidos leves, como as feitas de algodão, evitando látex, lycra e peças muito justas para não abafar a área.

Para completar, calcinhas não devem ser secas no banheiro, e sim em lugares abertos, arejados e ao sol. Também vale lembrar que o uso de protetores diários deve ser evitado ao máximo, pois não permite uma ventilação adequada da área, e o sabão utilizado para a lavagem das peças íntimas deve ser o neutro.

Crédito do texto e da foto: Terra

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