Open/Close Menu Site da Dra. Carolina Ambrogini, Ginecologista e Obstetra em São Paulo - SP, Especialista em Saúde Feminina e Sexualidade, consultório na Vila Olímpia.
Estou de férias e aproveitando o tempo livre para ver alguns filminhos. Na locadora dei de cara com “Bruna Surfistinha” nos lançamentos e não resisti à curiosidade. Para quem acha que o filme está na categoria dos eróticos, pode ir tirando o cavalinho da chuva…Claro, tem várias cenas em que a Débora Secco aparece mostrando as “peitcholas”, mas o enredo  está mais para o drama.
A estória gira em torno de uma adolescente patricinha que resolve virar prostituta. Ela toma esta decisão para chocar os pais, mas também por um sentimento de inadequação e revolta. No entanto, o que “pega” mesmo é o lado financeiro, já que com este trabalho ela poderia ganhar muito mais do que qualquer “vendedora de shopping”.
Com a decisão tomada, Raquel mergulha de cabeça no comércio de seu próprio corpo, adota um nome de guerra, Bruna, e é muito bem sucedida. Seu sucesso vinha muito do teatro que fazia em torno da “performance” masculina, sempre elogiando seus clientes e fazendo todas as suas vontades, independente da própria. Por isto, conseguiu ir galgando na “carreira” até se tornar vip, já que se achar bom de cama é uma questão fundamental pro ego do macho. O que a ajudou também foi a criação de um Blog onde postava o seu dia-a-dia como garota de programa e dava uma “nota” para os clientes.  Chegou a ter cerca de dez mil acessos por dia de curiosos e fãs.
Muito deste bafafá na internet vem da curiosidade que a vida de uma prostituta gera. Ou vocês nunca pensaram nisto? Eu mesma era curiosíssima neste assunto, tanto é que já havia lido o livro da Bruna. A minha principal questão era: como as prostitutas “aguentam” transar com todo o tipo de homem, independente do tesão, do cheiro, da química? Meu Deus, só de pensar nos caras imundos que apareciam no filme, já fiquei com o estômago embrulhado…E a resposta é: profissionalismo e técnica, como em qualquer outra profissão, sem falar no principal, o Din Din.
É, mas a chamada de “vida fácil” vai minando com a auto-estima destas mulheres e muitas se entregam às drogas para conseguir suportar. Bruna tornou-se viciada em cocaína e desceu ao fundo do poço, perdendo tudo o que havia conquistado. Para mim, uma cena ”chocante” do filme mostra Bruna fazendo programa por R$20 e uma fila de homens “bagaceira” em frente ao seu quarto. Fazia isto para comprar drogas.
O filme causa mais impacto do que o livro, por conta das imagens e do sofrimento de Bruna (bem interpretado por Débora), mas deixa de fora uma parte interessante do livro: as preferências masculinas na hora da cama. Como “pagam” pelo sexo e não tem envolvimento com a prostituta, os homens sentem-se à vontade para realizar todas as suas taras, que Bruna revela com riqueza de detalhes.
Ficou curiosa?
próximo post: Cisne Negro
PS. Alguns comentários não estão chegando a mim, estou tentando descobrir nesta parafernália toda de blog, parece simples, mas não é! Sorry…

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