Open/Close Menu Site da Dra. Carolina Ambrogini, Ginecologista e Obstetra em São Paulo - SP, Especialista em Saúde Feminina e Sexualidade, consultório na Vila Olímpia.

Você, certamente, já ouviu falar disso. Mas talvez não saiba que o conceito vai além de brigas violentas – ou seja, talvez conheça alguém ou você mesma pode fazer parte de uma relação assim sem ter ideia. A seguir, a psicóloga e sexóloga Maria Claudia Lordello, da equipe do Projeto Afrodite (Unifesp), conta como identificar um par com essas características e cair fora a tempo.

O que configura um relacionamento abusivo?
É todo aquele que, de uma forma ou outra, desrespeita a companheira (ou companheiro). Controle e ciúme excessivo são algumas das atitudes mais comuns. Nem sempre há violência física envolvida, pode ser psicológica, por exemplo. Às vezes, uma palavra pode agredir mais do que um tapa, inclusive.

Aproveitar-se da companheira (o) financeiramente também é uma forma de abuso?
Certamente! A pessoa que abusa percebe o ponto fraco da outra e o ataca nesse sentido.

E como identificar um futuro namorado ou esposo que se encaixe nesse perfil?
No início do namoro, todo mundo mostra o lado bom a fim de conquistar o amor do outro. Com o tempo, devemos observar como a pessoa trata os demais também, como familiares, colegas de trabalho e até mesmo um garçom.

Por que algumas mulheres têm dificuldade de identificar ou se livrar de um relacionamento desse tipo?
O machismo intrínsceco em nossa sociedade está por trás disso. Sabe aquela história do “ruim com ele, pior sem ele”? Pois é, muitas acreditam que seriam incapazes de viver sem a presença de um homem em suas vidas. Além disso, ainda encaramos o ciúme, mesmo doentio, como uma forma de demonstrar amor.

Se eu perceber que a minha amiga está em um relacionamento assim, como posso ajudá-la?
Em primeiro lugar, geralmente, pessoas que permanecem em uma relação com essas condições têm baixa autoestima. Digo pessoas porque pode acontecer de os dois tratarem assim um ao outro, intercalando os papeis. Dar conselhos e palpites nem sempre adianta, em vez disso, faça com que a sua amiga consiga reconhecer o próprio valor! A gente só cobra isso dos demais, incluindo o nosso parceiro, quando nos valorizamos também. Em último caso, se ela corre algum risco, convém fazer uma denúncia formal (para conversar com a Central de Atendimento à Mulher, ligue 180).

Foto: Freeimages

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