Open/Close Menu Site da Dra. Carolina Ambrogini, Ginecologista e Obstetra em São Paulo - SP, Especialista em Saúde Feminina e Sexualidade, consultório na Vila Olímpia.

   Inevitável ao escutar certas músicas não me lembrar das minhas histórias de amor.
   Recentemente, adicionei à minha playlist algumas canções do antigo RPM. Lembram?
   Loiras geladas e olhar 43 “estouraram” quando eu tinha uns 11, 12 anos e ele, Paulo Ricardo, foi meu primeiro amor.
   Pluft, num segundo eu brincava de boneca, no outro eu era invadida por uma estranha sensação, uma taquicardia, um coisa que subia…E, pronto, já não era mais criança!
  E nem queria ser! Queria beijar aquele homem, ter filhos com ele, empurrar sua cadeira de rodas no asilo. E suspirava e sonhava acordada e escutava as músicas mil vezes. Que troço louco, que calor!
  Acho que a primeira paixão é a responsável pelo fim definitivo da infância.
  Beijou na boca, esquece e reza!  E ele, o Paulo, era um gato, hoje está meio decadente, óbvio, mas naquela época era testosterona pura. Pena que foi só amor platônico…
  Mas depois tive muitos outros amores, graças a Deus.
  O primeiro “real”teve trilha sonora do Guns’n’roses e me fez chorar horrores para desespero da minha mãe. Foi um amor não declarado, que ficou engasgado, contido, tamanha era a timidez de ambos. Até que numa festa de 15 anos, após algumas batidas, rolou um mega-hiper beijo que deve ter durado uns cinco minutos ao som de sweet child o’mine (que também toca no meu I pod). Pena que no dia seguinte, ele ficou estranho, aquelas coisas de adolescentes que ninguém entende o porquê…
  Desde então, foram várias trilhas sonoras. Algumas mais intensas e inesquecíveis, outras só por diversão. Tive álbuns inteiros, coletâneas, compactos, singles….Agora vivo a minha mais longa trilha, que muda à todo momento. Às vezes bossa nova, outras óperas dramáticas, outras reagges, cocoricó, palavra cantada…algumas vezes divergimos no gosto musical, outras cantamos juntos e vai se indo, ou melhor, se cantando.
  Mas há um amor, que é fundamental. Não, não é o de mãe ( odeio este clichê), é o próprio. Só existe amor saudável, se este existir antes. Claro, tem uns momentos na vida, em que a gente se esquece dele e dá  vexame. Que atire a primeira pedra, quem nunca rastejou por aí. Faz parte, até pra entender que a gente consegue sobreviver e crescer.
  Calma, não tô pedindo pra você virar ermitão (existe ermitoa?).
  Que  você continue amando muito, se jogando , porque sem intensidade não tem graça. Não fica muito preocupada em se defender não, vai fundo. V-I-V-A!!
  Amar e ser amado está disputando o primeiro lugar no TOP TEN das melhores coisas da vida.
  Mas que você nunca se esqueça de se amar muito também, de amar as suas coisas, as suas conquistas, a sua vida.
  E que você ame o outro como ele realmente é, com mais aceitação e menos idealização.
  Mais pé no chão, querida. Cinderela e príncipe encantado é conversa pra boi dormir.
  Trilha sonora pra hoje?  Qualquer uma que combine com um streap-tease…
  Bjs e feliz dia dos namorados!!

P.S.- Me desculpa pela falta de romanantismo…

2020 © Carolina Ambrogini

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