Open/Close Menu Site da Dra. Carolina Ambrogini, Ginecologista e Obstetra em São Paulo - SP, Especialista em Saúde Feminina e Sexualidade, consultório na Vila Olímpia.
   Olá meninas, este final de semana não deu pra bloggar nem um pouquinho, foi bem obstétrico e fiquei morta de cansada, só queria minha cama…
   No sábado de manhã nasceu uma bebezinha linda e eu tive uma satisfação enorme de poder fazer o parto. A mãe é uma das minhas mais queridas e antigas pacientes e a vontade de engravidar dela já vem de uns cinco anos pra cá. Depois de superar muitas dificuldades, de realizar uma inseminação e uma fertilização in vitro frustradas ela engravidou espontaneamente no começo do ano. A gravidez super aguardada foi muito comemorada e curtida, mas nas últimas semanas o líquido amniótico deu de diminuir progressivamente e a placenta já estava velhinha desde as 32 semanas. Esperamos até 38 semanas para ver se a nenê resolvia de querer nascer e nada. Propus indução. Recusada, fomos para a cesárea. Tudo deu certo e a emoção de ver um sonho realizado foi demais! Pós-parto de dor, demora para o leite descer e barriga cheia de gazes…
   A tarde, participei de um curso de gestante para funcionários do clube onde sou sócia. Foi muito legal poder falar para um público que não tem muito acesso as informações e que tem muitas dúvidas e crendices populares à respeito de gravidez, parto, amamentação. Saí de lá feliz e com a sensação de “missão cumprida”.
   À noitinha, minha amiga e companheira de aventuras obstétricas me liga. Uma de suas grávidas tinha acabado de romper a bolsa e queria parto normal. Me ligaria de volta quando o trabalho de parto estivesse mais evoluído. E o pior é que nem consegui ir dormir cedo para acumular horas dormidas. Nunca passa um filme bom no telecine de sábado à noite. NUNCA, menos neste último sábado que passou Tropa de Elite 2. Eu já havia visto, mas impossível deixar este filme no meio, muito bom! Resultado: fui deitar meia-noite e o telefone toca 1:20 da manhã…
   Chegando lá, a paciente da minha amiga, uma holandesa, urrava de dor e pedia pela anestesista. Analgesia de parto feita, ela ficou tranquila e ficamos um tempão conversando sobre como são os partos na Holanda.   Lá,  50% das mulheres tem o parto em casa (ok, não é retrocesso, dou à mão à palmatória) feitas por enfermeiras do governo. Fazer cesárea, só em último caso e elas encaram como uma tragédia.  As mães , no pós-parto são assistidas por uma outra funcionária do governo que vem diariamente em suas casas para conferir a amamentação, ganho de peso do bebê, limpam a casa (!) e cozinham para a família(!!!) por cerca de um mês. Lá, ninguém tem babá, mas as holandesas tem licença maternidade de um ano.
   A bebezinha meio-holandesa, meio-brasileira foi nascer junto com o dia, às seis da manhã. Não foi um parto fácil, ela estava com a cabecinha em posição transversa. Deu trabalho pra nascer, mas também acabou tudo certo. Pós-parto maravilhoso!
   Interessante como as diferenças culturais interferem nesta questão de escolha do parto. A holandesa fez curso de gestante numa das melhores maternidades de são Paulo e só ela e outra mulher, uma inglesa, queriam parto normal. Com as funcionárias do clube, falamos muito, espero que as que tinham “muito medo” do parto normal tenham mudado de ideia…
    E eu zumbi até hoje que tive que acordar às 5:30 da manhã por conta de outro sapeca, o Heitor , lembram dele? Nasceu também!  Tô morta e a semana mal começou…
Bjs, deixa eu ir pra cama, vai que mais alguém resolve nascer…(não tô reclamando. ADORO!)

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