Open/Close Menu Site da Dra. Carolina Ambrogini, Ginecologista e Obstetra em São Paulo - SP, Especialista em Saúde Feminina e Sexualidade, consultório na Vila Olímpia.

A menopausa é um evento natural, que acometerá a todas nós uma hora da vida. Injustiça divina ou não, a verdade é que ela não necessariamente será uma catástrofe. Algumas passam por essa fase de forma tranquila, com poucos sintomas, enquanto outras sentem mais. Os principais sintomas ocasionados pela falta do estrogênio, um dos hormônios que o organismo deixa de produzir, são: ondas de calor, diminuição da libido, insônia, depressão, perda de massa óssea e ressecamento vaginal, entre outros. A intensidade deles é bem variável de mulher para mulher. As menos afetadas não precisam de reposição hormonal ou podem substitui-la por fitoterápicos ou isoflavonas (componente presente na soja).

No entanto, para algumas mulheres, só mesmo a terapia com o estrogênio ou outros tipos de hormônios com ação estrogênica aliviam os sintomas. Daí se instala o pânico! A vizinha fala: “não pode, hormônio dá câncer”. Desesperada, a mulher recorre à internet, onde encontra as mais controversas informações. Para piorar, quando ela vai ao médico após várias noites sem dormir, com calor e choro descontrolado, ele diz que o máximo que pode fazer é receitar um chá de folha de amora… É para se atirar da primeira ponte, gente!

Parece brincadeira, mas acontece, sim. Muitos médicos temem prescrever hormônios. Isso porque, há dez anos, quando todo mundo fazia reposição hormonal, surgiu um estudo que afirmava que as mulheres que usavam estrogênio e progesterona (a associação mais comum de hormônios) apresentaram maiores incidências de câncer de mama e fenômenos cárdio-vasculares como infarto e AVC. Pronto, de um dia pro outro, anos e anos de pesquisas escorreram pelo ralo da comoção pública. Laboratórios faliram, minhas caras.

Acontece que o estudo em questão – conhecido por WHI (Women’s Health Initiative) – foi realizado com mulheres mais velhas, com muitos fatores de risco. Outras pesquisas não evidenciaram os mesmos riscos e mostraram o óbvio: terapia hormonal não é para todo mundo, precisa critério, análise de riscos, tempo mais curto de uso. Cada caso deve ser individualizado, como tudo em medicina.

Mas as ondas negativas do WHI ainda reverberam até hoje e muitas mulheres sofrem por temores infundados que já viraram lendas. Ainda se sussurram pelos becos que “hormônio dá câncer”, atemorizando médicos e mulheres. Costumo falar, entretanto, que terapia hormonal salva até casamento! Que tal deixar os medos e tabus de lado e buscar um médico bem informado e disposto a ajudar?

2020 © Carolina Ambrogini

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