Open/Close Menu Site da Dra. Carolina Ambrogini, Ginecologista e Obstetra em São Paulo - SP, Especialista em Saúde Feminina e Sexualidade, consultório na Vila Olímpia.

Qual o melhor método para prevenir a gravidez? Eu costumo dizer as minhas pacientes que nenhum deles é perfeito, afinal, estamos burlando a natureza! Por ela, teríamos um filho por ano – sempre vai haver algum efeito colateral. A sua escolha deve ser baseada no seu estilo de vida, nas suas condições de saúde e na fase em que você se encontra. Quem amamenta, por exemplo, não pode tomar qualquer tipo de pílula, pois algumas substâncias nocivas ao bebê podem passar pelo leite materno.

Outra dica, quando você decidir que quer trocar seu método contraceptivo, procure seu médico de confiança. Não fique fazendo mil pesquisas na internet. Você vai ler coisas escabrosas sobre TODOS os métodos contraceptivos.  Sempre vai ter alguém dizendo que engordou ou que engravidou, etc. Melhor consultar os sites oficiais dos laboratórios, ler a bula e tirar as suas dúvidas com seu gineco. A seguir, veja um resumo bem completo (da Crescer) que pode ajudar:

DIU (dispositivo intrauterino) sem hormônio: feito de cobre, tem menos de 1% de chance de falhar. Dura até dez anos, pode ser colocado imediatamente após o parto e retirado a qualquer momento por um especialista, mas aumenta o fluxo menstrual. Indicado para quem não quer mais ter filhos ou deseja esperar bastante tempo até o próximo.

DIU (dispositivo intrauterino) com hormônio: libera pequenas doses de progestogênio diretamente no útero e diminui o risco de falhas para 0,2%. Dura até cinco anos, a mulher pode não menstruar ou ter o fluxo bastante diminuído. Indicado para quem não quer mais ter filhos, ou pretenda esperar um bom tempo. Precisa de anestesia local e pode ser colocado no consultório cerca de seis semanas após o parto e retirado por especialista a qualquer momento.

Implante: é um pequeno bastão, implantado embaixo da pele do braço, que libera doses de progestagênio. Dura três anos e algumas mulheres sentem uma diminuição da libido. Colocado em consultório, com anestesia local, cerca de seis semanas após o parto, ele pode ser retirado também com anestesia a qualquer momento e tem um dos índices mais baixos de falha: 0,05%.

Injeções de progesterona: indicado para quem tem anemia ou endometriose, cessa a menstruação e a picada precisa ser tomada a cada três meses. Pode haver retenção de líquido, o que altera o peso. Para quem pensa em ter mais filhos em “médio prazo”. O índice de falha é de 0,3%.

Diafragma: usado com pomada espermicida, tem vantagem de você decidir sozinha a hora de usar e de parar. Uma espécie de tampão que cobre o colo do útero, precisa ser colocado antes de cada ato sexual e tirado após, no máximo, oito horas. Não altera a libido da mulher e é ideal para quem está preparada desde já para uma nova gravidez, pois o índice de falhas é bastante alto, de 6% ao ser usado com espermicida.

Camisinha: dos métodos nessa fase, é o único destinado ao homem, além de ser o único que também protege de doenças sexualmente transmissíveis. Na fase pós-parto, a mulher tem pouca lubrificação vaginal e pode ser necessário o uso de lubrificante. Tem 2% de índice de falha. Bom para quem quer mais filhos para breve por não interferir no organismo da mulher.

Pílula de progestogênios de uso contínuo: existem as de baixa dosagem (minipílulas) e as de média dosagem, ambas tomadas sem pausas. O índice de falhas é de 1,6%. Melhoram a cólica e a tensão pré-menstrual, mas podem diminuir a libido.

Pílula do Dia Seguinte: como o próprio nome já diz, esse é um tipo de medicamento que deve ser usado somente em casos de emergência, e esporadicamente. Além da quantidade de hormônio existente ser maior que as pílulas convencionais, o índice de falha não é baixo. Se usada com mais frequência, pode trazer problemas para a mulher, como alteração no ciclo menstrual.
Laqueadura: o método cirúrgico consiste em esterilizar a mulher bloqueando as trompas de falópio para que o espermatozoide não consiga chegar ao óvulo. Para realizá-la são utilizados anéis de plástico, clipes de titânio, corte e/ou ligamento das trompas, entre outras técnicas. A laqueadura pode ser reversível, mas depende da técnica que foi utilizada e das condições das trompas da mulher. Por isso, é indicada somente para quem não deseja mais ter filhos.

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