Open/Close Menu Site da Dra. Carolina Ambrogini, Ginecologista e Obstetra em São Paulo - SP, Especialista em Saúde Feminina e Sexualidade, consultório na Vila Olímpia.

Olá Queridas,

Este ano , se tudo der certo, vou iniciar um curso de terapia de casal (empolgadíssima!)e pretendo escrever muitos posts sobre o assunto casamento por aqui!
Bom, ontem fui à entrevista inicial para o curso que pretendo fazer e fiquei um tempinho conversando com uma das psicólogas que dá aulas lá. Conversa boa vai, conversa boa vem e ela me disse sobre o Tripé que sustenta um casamento: Afeto, Sexo e Planos em comum.
Segundo o autor desta teoria, é possível que um casamento se sustente com apenas dois dos quesitos mencionados, mas dificilmente uma união é satisfatória com apenas um. Vamos brincar de fazer combinações? Sem muitas pretensões terapêuticas, nem ambições, apenas devaneios da minha cabeça e também um pouco do que vejo por aí.

– Afeto e Sexo, sem planos: relação descompromissada, em que cada um faz seus planos individuais, sem se importar muito com que o outro quer ou planeja para o futuro. Pode dar certo? Sim, porque afeto e sexo são duas boas razões para um casal estar junto. Prazer com a convivência mútua ponto. Casal de namorados.

– Afeto e planos, sem sexo: diria eu que esta combinação é super comum, principalmente nos casamentos mais longos. Tem o amor, o carinho, a vontade de estar juntos no futuro, mas não tem sexo. Dá pra levar? Ô se dá, mas fica tão sem graça…(na minha humilde opinião) e, claro, sempre vai ter alguém insatisfeito… Casal de velhinhos.

– Sexo e planos, sem afeto: tem casais que vão perdendo o afeto, o sentimento inicial que os uniu. Passam a conviver sem carinho, sem a sutileza do cuidado com o outro. Fazem sexo mecanicamente, para que as engrenagens do casamento continuem. Planejam porque estão juntos afinal, então precisam programar as férias das crianças, o jantar para os amigos do trabalho, etc. Fingem (para eles e para os outros) uma felicidade? Casal de aparências.

Psicólogos de plantão, não me crucifiquem. Sei que as nuances de cada caso são únicas e que é complicado generalizar. Esta não é minha intenção, só quis colocar os principais modelos disfuncionais de uma forma mais clara.
Agora imaginem uma união só feita de sexo(uau! Que tara louca!) ou só de afeto (amizade?)ou só de planos. Dificilmente irá progredir satisfatoriamente para ambos por muito tempo.
Um casamento com todos os três ingredientes já é mega-hiper complexo! E fazê-lo bom por muito tempo exige do casal um exercício diário de atenção, paciência, cuidado, delicadeza, desejo, abstração e de tantas outras palavrinhas…No entanto, a essência é o que salva!
Quando as coisas estiverem difíceis entre vocês dois, tente ir lá pra tráz, em busca do motivo, da essência daquela união. Ela ainda está presente? Pode ser recuperada? Vale a pena ser recuperada?

Bom, são só algumas reflexões do muito que vem aí para este ano! Me aguentem!

Bjs!

2020 © Carolina Ambrogini

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