Open/Close Menu Site da Dra. Carolina Ambrogini, Ginecologista e Obstetra em São Paulo - SP, Especialista em Saúde Feminina e Sexualidade, consultório na Vila Olímpia.

Está pensando em engravidar? O meu conselho é agendar uma consulta com o ginecologista para checar se está tudo bem com a sua saúde. Além do exame físico, ele vai observar, entre outras coisas, se o seu calendário de vacinação está em dia ou se falta alguma coisa. A rubéola, por exemplo, pode deixar sequelas horríveis no bebê ou até mesmo causar o aborto – mas se a mãe estiver imunizada, ele está fora de perigo. Alguns ginecologistas costumam pedir também um hemograma completo, para checar se a mulher não tem anemia, etc. E, superimportante, a futura grávida deve tomar com, no mínimo, três meses de antecedência um suplemento vitamínico de ácido fólico. Esse nutriente ajuda a prevenir malformações do sistema nervoso.

Mas, se não deu tempo ou se engravidou sem querer, tudo bem. Logo na primeira consulta do pré-natal (e serão muitas, pelo menos uma por mês), o médico irá pedir uma série de exames de sangue, fezes e urina. Para saber se não nenhuma infecção a ser tratada ou evitada, caso a gestante ainda não seja imune (como a toxoplasmose). Os exames serão todos repetidos no segundo trimestre. Nessa fase, também é recomendado fazer a curva glicêmica, por volta da 24ª semana, que é um teste oral para rastrear o diabetes gestacional. Já no final terceiro trimestre, além de um novo rastreio infeccioso, é preciso fazer também a pesquisa do streptococo B (bactéria da flora intestinal). Como a bactéria pode contaminar o bebê durante o parto vaginal, se o teste der positivo, a gestante tem de tomar um antibiótico ao entrar em trabalho de parto.

E, claro, tem também o exame que as gestantes mais gostam: o ultrassom. No início, não dá para ver muita coisa. Mas o especialista já avalia quantos bebês tem ali, se ele está bem acomodado no útero e o tempo de gestação (que é calculado pelo tamanho do feto, ainda que ele seja minúsculo!). Se for feito por volta da 6ª semana, também já dá para ouvir o coração do bebê bater – que emoção! Entre a 11ª e a 14ª semana, um novo ultrassom é feito para avaliar a translucência nucal que, em resumo, é uma medida que verifica o risco de síndromes, como Down. No segundo trimestre, o ultrassom é mais detalhado (conhecido por morfológico), com o objetivo de avaliar se todos os órgãos do bebê estão bem formados. Exame que será repetido no final da gravidez.

Mas tudo isso é apenas um resumo, claro. Enquanto as mães tentam ver a carinha do bebê, os médicos estão avaliando a quantia de líquido amniótico, a placenta, o colo do útero e por aí vai… Há também alguns exames específicos, como o perfil biofísico fetal, o teste de enzimas hepáticas e a biópsia do vilo corial, que só são feitos de acordo com a saúde da mãe e do bebê ao longo da gestação, a idade materna e o histórico familiar. Acho que a dica mais importante é: a gravidez é uma oportunidade única para cuidar da sua saúde. Aproveite!

2020 © Carolina Ambrogini

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