Open/Close Menu Site da Dra. Carolina Ambrogini, Ginecologista e Obstetra em São Paulo - SP, Especialista em Saúde Feminina e Sexualidade, consultório na Vila Olímpia.

   Deve ser a proximidade do meu aniversário de 36 anos.
   Vivo muito no presente. Talvez, por isto, me sinta estranha em pensar certas coisas do futuro.
   Pois esta semana comecei a pensar na minha imagem daqui há uns 20-30 anos.
   Comecei a observar as mulheres com 50 em diante com um olhar, digamos, temeroso.
   Rugas, flacidez, barriguinha saliente, papada e outras coisas terríveis.
   Como vou lidar com isto? Conseguirei me sentir bonita?
   Tá bom, posso ser bem “fake” agora e falar coisas do tipo: ” cada idade tem sua beleza”, “a maturidade dá uma outra perspectiva”, etc, etc.
   Mas, você, que já me conhece um pouco daqui, sabe que sou bem sincera. Será que esta beleza madura vai realmente existir? Como vai ser quando eu me olhar no espelho e me deparar com um pescoço flácido?
Dá para se sentir sensual assim?
   Desculpa, mas não há glamour nenhum em perder o frescor, o viço da pele.
   Claro, envelhecer traz muitas coisas boas. Discernimento, segurança, sabedoria e algumas outras palavras boas. No entanto, traz junto uma decadência física. Não só do estético, mas da saúde também. Me assusta.
   Fiquei pensando: trocaria meus quase 36 pelos meus 26?
   De jeito nenhum. Sou muito mais “eu” hoje. Tomei gosto por moda, maquiagem, atividade física. Não sou mega vaidosa, mas aprendi a me cuidar. Gosto de me cuidar, sem exageros.
   Só que tenho 36 e não 66.
   Há poucos dias, fui à uma liquidação de uma loja bacana de roupas. Estava uma loucura, mulheres enlouquecidas, sem nenhuma classe em meio a 50% off. Dentre elas, haviam várias senhoras do tipo “peruas”. Uns rostos esticados, lábios carnudos de tanto preenchimento, maquiagem pesada, cabelos-recém-saídos-do-laquê. Fiquei mais deprê ainda.

   Será que serei uma destas, perseguidoras da juventude perdida? Ou saberei envelhecer com classe, tipo Constanza Pascolato?
   Tenho zero problema em fazer plástica, desde que eu não fique com um rosto artificial. E esta questão do pescoço realmente me preocupa, usar gola rolê mesmo no verão deve ser duro!
   Ainda observando estas mulheres sexagenárias, outro dia vi uma realmente bonita. Estava na aula de pilates e reparei nesta senhora que fazia todos os exercícios com perfeição. Tinha o cabelo cinza amarrado em um coque banana, preso com uma fivela de pérolas. Seu corpo era magro, mas não seco e o rosto tinha rugas, claro, mas era sereno, harmonioso. Com certeza, ela foi muito bela na juventude e ainda continuava.
   Foi então que me deu um “estalo”, posso envelhecer, mas nunca vou abrir mão de ser feminina. Acompanho muitas mulheres na época da menopausa e sei que as mudanças hormonais levam a uma tendência a engordar. Por isto, queridas, não tem jeito mesmo, exercício físico é para sempre e moderação na alimentação, também. Que Deus me dê ótimos joelhos e coluna e menos gula.
   Achei importante este exercício de me imaginar lá na frente. Sei que vou estar feliz, por que felicidade para mim é ver o pôr-do-sol, é tomar um cappuccino (que terá que ser light), é me reunir com as amigas para um almoço (salada), é ler um livro interessante…Nada muito complicado, mas não gostaria de me encarar como uma vovozinha, fisicamente falando.
   Sempre serei mulher, está decretado!! E começo agora minha coleção de óculos a la Pascolato!

   Deixo a dica de um livro bem realista sobre o tema. Mas não desanimem, Nora, é ótima. Tem uma visão cômica de si mesmo, que vale a pena a leitura.

2020 © Carolina Ambrogini

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