Open/Close Menu Site da Dra. Carolina Ambrogini, Ginecologista e Obstetra em São Paulo - SP, Especialista em Saúde Feminina e Sexualidade, consultório na Vila Olímpia.

   Quando a gente não tem filho e vê uma criança fazendo birra no shopping, logo pensa: “que horror, como estes pais deixam a criança ficar neste estado?”. Pois é, chegou a minha vez! Fui embora do clube hoje com a Marina berrando do parquinho até o estacionamento…
   Tivemos uma fase bem difícil quando ela fez três anos, era “não” pra tudo e quanto mais a gente insistia, mais ela fincava o pé na teimosia. A fase foi passando e, há pouco tempo, até comentei com amigas-mães que ela estava ótima, uma mocinha…Pra quê fui falar? Eis que ela saiu do hospital há uns vinte dias (ficou internada por uma virose) e ficou mal acostumada com a bajulação, além de ter dado uma bela regredida (quis  voltar pra mamadeira, não quer ficar sem a fralda noturna).
   Além disto, o Victor já está começando com os seus showzinhos, já até aprendeu a falar “quelo agola!”e também tem uma garganta…Acho que a Marina reaprendeu a linguagem do grito até para competir com o irmão: quem deixa a mamãe mais louca???
   Ontem, quase perdi o controle. Tive que trancá-la no quarto para não dar umas belas palmadas. Confesso que senti muita vontade de fazer isto, mas me segurei porque sabia que iria me arrepender depois. Mas berrei junto e senti uma raiva…. logo seguida por uma culpa enorme, obvio! Mãe pode ter raiva de filho? Podendo ou não, a raiva é um sentimento que não conseguimos controlar, vem completamente destituída de razão.
   Talvez por isto, hoje fiz diferente. No começo da birra (em público), a raiva veio de novo e comecei a contra-argumentar o “mas eu quero” dela. Não adiantou nada e ela ficou cada vez mais nervosa, querendo me desafiar. Daí falei “vamos embora agora e não vai ter mais parquinho esta semana” e sai andando em direção a saída. Ela veio me acompanhando e berrando “não por favor”, “quero voltar”, até o estacionamento e o caminho de volta pra casa. Fingi que nada estava acontecendo. Chegando em casa, ela começou a insistir em jantar na sala de TV (não, a provação não acabou!), falei  “não, você sabe que não pode!” e fui pro banho, deixando as crianças com a babá para dar o jantar ( geralmente participo).
   Trancada no banheiro, escutei os berros, mas liguei o chuveiro e fiz uns exercícios de respiração. Tentei relaxar e focar numa conduta serena e determinada com relação à birra. Se ela grita, não posso gritar, tenho que manter a calma e ser firme. Pedi a Deus também muuuuita paciência. Deu certo, eu fiquei mais calma e ela veio me abraçar como se nada tivesse acontecido. Mas amanhã, vou proibir o parquinho (ela tá merecendo, acreditem), torçam por mim!
 
 
 

2020 © Carolina Ambrogini

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