Open/Close Menu Site da Dra. Carolina Ambrogini, Ginecologista e Obstetra em São Paulo - SP, Especialista em Saúde Feminina e Sexualidade, consultório na Vila Olímpia.
Testosterona em mulheres

Testosterona em mulheres

Posso eleger o meu hormônio predileto? É a testosterona. Mas não é hormônio masculino? Aquele que faz crescer pelos, que deixa a voz grossa e aumenta os músculos? Sim, e que dá muuuuuuito tesão também! Nós mulheres também produzimos a dita cuja, em menor quantidade, claro. Existem três fontes de testosterona no corpo feminino: os ovários, as supra-renais e o tecido gorduroso. No nosso organismo, a testosterona é responsável pelo crescimento dos pelos pubianos, pela oleosidade da pele e também uma das responsáveis pelo desejo sexual. Não bastasse esse benefício, dá uma energia daquelas, vontade de correr maratonas. Delícia de hormônio!

A questão é que muitas vezes ela diminui e a gente vai ficando desanimada, pra vida e pro sexo também… Quem tem déficit de androgênios tem fadiga, falta de energia, diminuição de pelos pubianos e vontade zero de transar. Tal queda pode acontecer naturalmente por conta da idade, já que a supra-renal vai diminuindo a produção androgênica a partir dos 40 anos. Os ovários permanecem sintetizando um pouco mais, mas com o tempo também vão parando de produzir. Além disso, nas mulheres jovens, o uso de contraceptivos hormonais pode influenciar na diminuição de testosterona.

Testosterona no corpo da mulher

O nosso corpo é perfeito: na fase reprodutiva, os ovários produzem a testosterona no período pré-ovulatório, assim, você agarra loucamente seu homem e aquele precioso óvulo não é desperdiçado, é fecundado e vira neném. A “questã” é que não queremos engravidar várias vezes como a Dona Natureza quer, daí tomamos hormônios que “enganam” os ovários, que passam a não ovular, mas deixam de produzir aquela substância tão gostosa… E ainda diminuem a quantidade de testosterona livre produzidas por outras fontes. Por isto a sua pele fica tão boa (ou seja, menos oleosa) nesse caso.

É um assunto controverso e a literatura fica em cima do muro. Para as jovens, a pílula não interfere muito na libido (será por que, né?), mas nas balzaquianas, com relacionamentos estáveis e duradouros, pode influenciar negativamente, sim. E muitos filhos podem piorar mais a situação, então, ficamos numa “sinuca-de-bico”. Aí está a arte da minha profissão!

Reposição de Testosterona

E a reposição? Como sexóloga, falo com segurança: dá pra repor! Existe uma farta comprovação científica da reposição androgênica nas mulheres que evidenciam sua ação benéfica na sexualidade. No entanto, existe muita resistência de alguns órgãos controladores de saúde em comercializar a testosterona. Aqui no Brasil não existe nenhuma formulação comercial porque o FDA ainda não aprovou o uso nos EUA, mas na Europa e Austrália, a substância é comercializada há tempos. Prescrevo testosterona manipulada há vários anos e nunca vi virilização (masculinização). Não precisa ter medo , você não vai ficar musculosa, as doses são baixas. Também não provoca câncer, mas tem suas contra-indicações, como qualquer remédio.

Agora, é muitíssimo importante falar que um caminhão de testosterona não resolve relacionamento falido, depressão, baixa auto-estima, timidez, etc.  Pode tomar, vai continuar sem desejo!  Por isto, prescrevo testosterona para uma pequena parcela de mulheres. Avalio muito bem e não saio recomendando para todas, só para aquelas em que percebo uma questão física importante. Nem adianta vir me pedir receita, viu? Nem me pedir para salvar seu casamento (como escuto isso!). Vai passar por um interrogatório completo. Como tudo na vida, o uso da testosterona requer bom senso. Não existe fórmula mágica, nem milagre. Mas que ela é uma arma maravilhosa, ah, isso é!!!

2020 © Carolina Ambrogini

Website gerenciado por Meu Consultório Digital

Siga-me nas redes sociais
InstagramWhatsApp