Open/Close Menu Site da Dra. Carolina Ambrogini, Ginecologista e Obstetra em São Paulo - SP, Especialista em Saúde Feminina e Sexualidade, consultório na Vila Olímpia.
Olá queridas,
Há algum tempo este tema “medo”vem me rondando e hoje, em especial, vivi duas situações que me fizeram escrever este post.
A primeira, a sensação de medo que vivi hoje de manhã ao ficar perdida na periferia de Diadema. Resolvi fazer um caminho diferente porque estava atrasada. Todas às segundas, faço cirurgias ginecológicas num hospital estadual naquela cidade e para chegar lá atravesso uma área um tanto feia…Hoje me perdi no meio da favela mesmo e não achava saída. As ruas pareciam todas iguais, dando em becos sem saída. Comecei a achar todo mundo na rua com cara de bandido. Olha, não é preconceito,viu? É que vários profissionais do hospital já foram assaltados e nestas horas a gente só lembra destas estórias trágicas.
Finalmente, antes de sentir pânico, achei um carro de polícia e parei para pedir informações à um guarda que, gentilmente, me explicou o caminho e me alertou: “tome cuidado por estas bandas, doutora”. Ufa!
A segunda situação, bem melhor. No caminho de volta do hospital, escutei uma música no rádio de Lenine: Miedo. Letra fantástica. Prestem atenção:
O medo é natural em todo ser humano. Ele nos protege do perigo, é um instinto de preservação da vida. O anormal é não sentir medo, se arriscar em situações perigosas.
Eu nunca vou pular de para-quedas. Nunquinha da Silva. O medo do troço não abrir não me permitiria aproveitar a aventura.
Ah, e depois que a gente vira mãe, os medos se somam de uma forma surpreendente. Tirando o horror que toda mãe tem daquilo, que me é impronunciável acontecer, temos medos bem mais triviais. Tipo: Será que meu filho vai se adaptar na escolinha? E se algum amiguinho morder ele? Será que vai cair do pula-pula? Medos bobos, compreensíveis e sempre presentes. Você até se acostuma com eles.
Mas o medo de quero falar aqui é de outra espécie. É um medo que paraliza, que empaca a vida. É disfarçado de comodidade, aquele que te deixa numa zona de conforto para não ter que enfrentá-lo. Este sim, é o pior medo: o de mudar.
Trocar ou largar de um emprego que não te faz feliz, dar fim a um relacionamento falido, mudar comportamentos viciosos, emagrecer, parar de fumar…Medo de encarar suas fraquezas para se tornar alguém melhor. Este medo é sorrateiro, vai te aprisionando sem nem você perceber.
 E o medo de abrir o jogo, de falar a verdade e pôr as cartas na mesa?
Sair da concha e dar a cara pra bater neste mundo sem garantias ou ingresso de volta, exige muita coragem.
Fazer valer a sua genuína vontade, sem medo de julgamentos alheios? Bota atitude nisto.
Claro, há de se ter muito jogo de cintura na vida. Mas medo de escolher seus próprios caminhos? Medo de sofrer? De dar errado?
Baby, se joga de cabeça! Se olha no espelho e se encare de frente. Sua chance é agora, tem ensaio não. É pra valer! Vai lá e faz. Arrisca, se não der certo, você levanta, calcula melhor e faz de novo!
Boa sorte!

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