Open/Close Menu Site da Dra. Carolina Ambrogini, Ginecologista e Obstetra em São Paulo - SP, Especialista em Saúde Feminina e Sexualidade, consultório na Vila Olímpia.

Amamentar é lindo. É maravilhoso. É uma interação ímpar com seu filho.
Mas pode ser muito sofrido também! Até hoje, de toda minha experiência como gineco, tive apenas uma mãe que me pediu pra bloquear sua lactação. E por trauma da amamentação anterior. Toda mãe quer e muito amamentar seu filho, mas às vezes, as coisas não são tão cor-de-rosa como nas campanhas do governo.
Posso contar minha experiência?
Na gravidez da Marina, tinha CERTEZA que iria amamentar até os dois anos de idade. Tinha já comprado potinhos pra armazenar o leite, bombinha e pouquíssimas mamadeiras. Eis que a pequena resolve nascer antes da hora. Ploft! Subitamente rompeu a bolsa!
Parto normal meio estressante (não, este também não foi lindo) e bebê na UTI por uma semana! Lá, não tinha como eu ficar 24hs, então ela precisava  receber complemento com fórmula láctea. Mas me esforçava ao máximo para ela não perder nenhuma mamada. E eu, na minha inexperiência de recém-mãe, achava que ela sugava o peito… Fomos de alta, eu aliviada, ela com 2Kg!
Recebi a receita para o complemento com fórmula do pediatra, comprei o tal copinho, mas, como achava que ela sugava, não dei. Ela não chorava muito, só dormia, achei que estava saciada e fiquei tranquila.
Quatro dias depois, fomos ao pediatra. Ganho de peso: 5 grs (isto mesmo: cinco graminhas). Só para as não-mamães saberem, um recém-nascido deve ganhar uma média de 30gramas por dia. Chorei uma tarde inteira, de soluçar! E lá vamos nós, esterelizar mamadeiras! Porque com copinho, desculpa, mas não dá!
Desde este dia, a Marina não conseguiu ficar sem receber a fórmula, porque mesmo com esta e a amamentação, ela não ganhava peso adequadamente. A bicha nunca foi muito gulosa, é um palito até hoje!
Consegui amamentar até os dois meses, contratei uma especialista em amamentação para me orientar, ficava horas ordenhando com a bombinha para aumentar a produção. Mas, não teve jeito, ela era preguiçosa pra mamar. Preferia a mamadeira.
Posso resumir tudo em uma palavra? Frustração. Em outra? Culpa. Será que não estava insistindo o suficiente?
 Fiquei tão mal, que não podia ver outras mães amamentando. Eu não podia nem falar no assunto. E me senti muito sozinha, como se o mundo amamentasse só eu não. E todo mundo perguntava: está amamentando?
 Sofri muito, e quando engravidei de novo ( 6 meses depois, ops!) fiquei um pouco ansiosa de novo. Será que tudo iria se repetir?
 Mas Deus é Pai! Tive outro parto normal, desta vez lindo (depois conto) e o Vitinho já nasceu urrando de fome. Pegou  o peito de primeira  e mamou até os 8 meses! YES! Algumas palavras? Vitória, satisfação, simbiose, orgulho, completude!
Quando resolveu que não queria mais eu sofri um pouquinho também. Porque ser mãe é sofrer, meu povo. Não é igual propaganda de margarina, mas é igual, entende?

Dedico este post à todas as mães que quizeram muito amamentar seus filhos, mas que, por alguma razão, não conseguiram. Somos humanas, não somos vacas!

2020 © Carolina Ambrogini

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